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Trechos bilíngues

Começar a manhã

Marcus Aurelius, translated by George Long · Meditações (tradução inglesa de George Long)

Livro II

As ideias deste livro

O livro II começa com uma preparação pela manhã: hoje vou encontrar intrometidos, ingratos e arrogantes, mas eles têm a mesma natureza que eu, e fomos feitos para cooperar. Depois, Marco Aurélio distingue no ser humano a carne, o sopro e a parte que governa, e pede a si mesmo que pare de adiar, que faça cada ato como se fosse o último e que cuide da própria mente em vez de adivinhar a dos outros. Lembra que se pode deixar a vida a qualquer momento, que cada um só perde a vida presente e que a alma se prejudica pela irritação, pela busca do prazer ou pela falsidade. Tudo é opinião; a vida humana é só um ponto, e o único guia seguro é a filosofia. O livro termina com a nota “Em Carnunto”, geralmente lida como o lugar onde foi escrito, um acampamento romano junto ao Danúbio.

Tradução inglesa

Begin the morning by saying to thyself, I shall meet with the busybody, the ungrateful, arrogant, deceitful, envious, unsocial. All these things happen to them by reason of their ignorance of what is good and evil. But I who have seen the nature of the good that it is beautiful, and of the bad that it is ugly, and the nature of him who does wrong, that it is akin to me, not only of the same blood or seed, but that it participates in the same intelligence and the same portion of the divinity, I can neither be injured by any of them, for no one can fix on me what is ugly, nor can I be angry with my kinsman, nor hate him. For we are made for cooperation, like feet, like hands, like eyelids, like the rows of the upper and lower teeth. To act against one another then is contrary to nature; and it is acting against one another to be vexed and to turn away.

Tradução em português

Comece a manhã dizendo a si mesmo: vou encontrar o intrometido, o ingrato, o arrogante, o enganador, o invejoso, o antissocial. Tudo isso lhes acontece porque ignoram o que é bom e o que é mau. Mas eu, que vi que a natureza do bem é bela e a do mal é feia, e que a natureza de quem erra é parente da minha, não só pelo mesmo sangue ou semente, mas porque participa da mesma inteligência e da mesma porção do divino, não posso ser prejudicado por nenhum deles, pois ninguém pode me impor o que é feio, nem posso ficar com raiva do meu parente nem odiá-lo. Pois fomos feitos para cooperar, como os pés, como as mãos, como as pálpebras, como as fileiras dos dentes de cima e de baixo. Agir uns contra os outros é, portanto, contrário à natureza; e irritar-se e virar as costas é agir uns contra os outros.

Marcus Aurelius, translated by George Long · Meditações (tradução inglesa de George Long) · Livro II · ¶ 1

Tradução preparada com IA a partir da versão inglesa de George Long, não diretamente do grego. Não é uma tradução oficial. Os resumos e comentários não fazem parte das citações.

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