Original em inglês
STUDIES serve for delight, for ornament, and for ability. Their chief use
for delight, is in privateness and retiring; for ornament, is in
discourse; and for ability, is in the judgment, and disposition of
business. For expert men can execute, and perhaps judge of particulars,
one by one; but the general counsels, and the plots and marshalling of
affairs, come best, from those that are learned. To spend too much time in
studies is sloth; to use them too much for ornament, is affectation; to
make judgment wholly by their rules, is the humor of a scholar. They
perfect nature, and are perfected by experience: for natural abilities are
like natural plants, that need proyning, by study; and studies themselves,
do give forth directions too much at large, except they be bounded in by
experience. Crafty men contemn studies, simple men admire them, and wise
men use them; for they teach not their own use; but that is a wisdom
without them, and above them, won by observation. Read not to contradict
and confute; nor to believe and take for granted; nor to find talk and
discourse; but to weigh and consider.Tradução em português
Os estudos servem ao deleite, ao ornamento e à capacidade. Seu principal uso para o deleite está na privacidade e no recolhimento; para o ornamento, no discurso; e para a capacidade, no julgamento e na organização dos negócios. Pois homens experientes podem executar e talvez julgar casos particulares, um a um; mas os conselhos gerais, os planos e a ordenação dos negócios vêm melhor daqueles que são instruídos. Dedicar tempo demais aos estudos é preguiça; usá-los demais como ornamento é afetação; julgar inteiramente por suas regras é mania de erudito. Eles aperfeiçoam a natureza e são aperfeiçoados pela experiência: as aptidões naturais são como plantas silvestres que precisam ser podadas pelo estudo; e os próprios estudos dão orientações gerais demais, a menos que a experiência lhes imponha limites. Os astutos desprezam os estudos, os simples os admiram e os sábios os utilizam; pois eles não ensinam seu próprio uso: essa é uma sabedoria externa e superior a eles, adquirida pela observação. Não leia para contradizer e refutar; nem para acreditar e tomar como certo; nem para encontrar assunto para conversa e discurso; mas para ponderar e considerar.Francis Bacon · Ensaios de Bacon · Dos estudos · ¶ 1
Tradução e notas preparadas com IA a partir do inglês para esta seleção. Não é uma tradução oficial. Os resumos e comentários não fazem parte das citações.