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Tanta alma quanto o senhor

Charlotte Brontë · Jane Eyre

Capítulo XXIII

O que diz este capítulo

Na véspera do solstício de verão, Jane encontra Rochester no pomar. Ele diz que vai se casar em breve e que pretende mandá-la para a Irlanda como preceptora. Diante da ideia de deixá-lo, Jane não consegue mais conter os sentimentos: é pobre, obscura, sem beleza e pequena, mas tem tanta alma e tanto coração quanto ele. Então Rochester a pede em casamento e diz que é com ela que quer se casar. Jane a princípio não acredita, mas acaba aceitando. Naquela noite cai uma tempestade e um raio parte o grande castanheiro do pomar.

Original em inglês

Do you think I can stay to become nothing to you? Do you think I am an automaton?—a machine without feelings? and can bear to have my morsel of bread snatched from my lips, and my drop of living water dashed from my cup? Do you think, because I am poor, obscure, plain, and little, I am soulless and heartless? You think wrong!—I have as much soul as you—and full as much heart! And if God had gifted me with some beauty and much wealth, I should have made it as hard for you to leave me, as it is now for me to leave you. I am not talking to you now through the medium of custom, conventionalities, nor even of mortal flesh;—it is my spirit that addresses your spirit; just as if both had passed through the grave, and we stood at God’s feet, equal—as we are!

Tradução em português

O senhor pensa que posso ficar para não ser nada para o senhor? Pensa que sou um autômato? uma máquina sem sentimentos? e que posso suportar que me arranquem dos lábios o meu pedaço de pão e derramem do meu copo a minha gota de água viva? Pensa que, por ser pobre, obscura, sem beleza e pequena, eu não tenho alma nem coração? Engana-se! Tenho tanta alma quanto o senhor, e tanto coração quanto o senhor! E se Deus me tivesse dado um pouco de beleza e muita riqueza, eu teria tornado tão difícil para o senhor me deixar quanto agora é difícil para mim deixá-lo. Não lhe falo agora por meio do costume, das convenções, nem mesmo da carne mortal; é o meu espírito que se dirige ao seu espírito, como se ambos tivéssemos passado pelo túmulo e estivéssemos aos pés de Deus, iguais, como somos!

Charlotte Brontë · Jane Eyre · Capítulo XXIII · ¶ 67

Tradução e notas preparadas com IA a partir do inglês para esta seleção. Não é uma tradução oficial. Os resumos e comentários não fazem parte das citações.

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